sexta-feira, 13 de abril de 2012

Delegado-geral, Marcos Carneiro, admite que a corrupção nunca vai acabar, mas os valores estão mudando

Cristina Christiano
cristinamc@diariosp.com.br

“Juro, na condição de policial civil, respeitar e aplicar a lei, na luta contra a criminalidade em prol da Justiça, arriscando a vida, se necessário for, na defesa da sociedade e dos cidadãos.” O novo juramento da Polícia Civil, criado em março deste ano, sintetiza a expectativa da instituição em relação ao trabalho de seus policiais. “Tudo tem de ser feito dentro da lei porque, quem não a respeita, não tem como aplicá-la”, afirma o delegado-geral, Mario Carneiro.

A intenção dele é afixar o juramento na entrada da Academia de Polícia para sua mensagem ficar gravada na lembrança dos recém-chegados. Mas sabe que nem todos vão cumprir a promessa feita no momento de receber a arma e o distintivo. "A corrupção nunca vai acabar. Mas os valores estão evoluindo e, com certeza, ela vai diminuir muito", afirma.
O delegado-geral observa que o envolvimento de policiais com a atividade criminosa é uma mancha que existe nas polícias do mundo todo e defende a necessidade de utilização de pessoas da própria instituição para realizar a ação corregedora. “O ser humano, de um modo geral, tem a tendência de ser corrompido, mas quando o policial é objeto de investigação, curiosamente, ele não reage porque sabe que, se atingir o colega, estará atacando a instituição. E isso, pelo menos, é o mínimo que o segura”, comenta.
Porta-voz da Corregedoria da PM, o major Levi Felix afirma que, até hoje, não existe estudo que explique o que leva um policial treinado para combater o crime a jogar fora todo o investimento feito pela instituição em cima dele e passar para o lado do criminoso. “Na minha opinião, o serviço de monitoramento do rádio da polícia para quadrilhas, como fariam os soldados suspeitos de envolvimento com arrastões ou explosões de caixas eletrônicos, é uma modalidade que oferece pouco risco e, ao mesmo tempo, é muito tentadora. Ele precisa apenas dar um telefonema para avisar os comparsas”, diz.
Segundo o major Levi, muitas vezes o policial é cooptado pelos bandidos sem saber o motivo e aceita porque a oferta é alta. “Mas, mesmo assim, o risco que ele oferece à sociedade é o mesmo dos criminosos comuns”, afirma. LEIA MAIS - DIARIO SP
fonte:noticias da pc

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